O América avançou para as oitavas de final da Concachampions após um empate sem gols contra o Olimpia, de Honduras, no Estádio Ciudad de los Deportes, na Cidade do México. Embora tenha sido um resultado suficiente para garantir a classificação via placar agregado de 2 a 1, a atuação em campo foi marcada por limitações e poucas chances de gol para ambos os times. O Olimpia adotou uma postura defensiva, focando mais em bloquear o ataque do América do que em criar oportunidades de marcar.
Contudo, o que mais chamou a atenção durante a partida foram os repetidos gritos homofóbicos provenientes da torcida do América. Em diversos momentos, o som local precisou intervir para tentar conter os ataques verbais, mas a falta de ação efetiva por parte do árbitro acabou permitindo que esses episódios continuassem até o fim do jogo. Essa situação desagradou a parte do público presente, que optou por deixar o estádio antes do término, evidenciando um desconforto com a atmosfera hostil. Isso ressalta a necessidade urgente de implementação de medidas mais rigorosas contra a homofobia nos estádios, promovendo um ambiente inclusivo e respeitoso no futebol.
Enquanto o América lidava com essa pressão, o Monterrey teve uma atuação mais tranquila, conquistando uma vitória por 2 a 0 sobre o Xelajú, da Guatemala, e avançando com um total de 3 a 1 no placar agregado. Os gols foram anotados por Iker Fimbres e Lucas Ocampos, que também converteu um pênalti. O Monterrey dominou a partida, controlando o ritmo do jogo e criando boas chances, mesmo sem ter apresentado seu melhor desempenho.
O futebol, especialmente em competições como a Concachampions, vai além do mero aspecto esportivo; ele reflete e pode influenciar valores sociais significativos. Os episódios de homofobia observados no jogo do América evidenciam a necessidade de promover uma mudança cultural dentro dos estádios, tornando-os espaços seguros e acolhedores para todos, em especial para a comunidade LGBTQIA+. É essencial que clubes, organizadores e torcedores trabalhem juntos para combater o preconceito e criar um ambiente de respeito e celebração da diversidade no futebol. Transformar essa realidade é uma luta por inclusão e empatia que ecoa além dos campos e nas sociedades que eles representam.
